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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Vote Consciente !



No dia da Eleição

E o final de semana de Dona Maria foi assim:

Acordô às 7:00 da manhã; abotoou seu casaquinho; colocou um pequeno par de brinco; escovou a dentadura, lustrou a perna mecânica e saiu de casa toda feliz e serelepe para votar.

Andando pela calçada - já bastante próxima de sua zona eleitoral - percebeu a calçada toda suja e pensou:

- Eita, que calçada imunda ! Mais tarde eu  passo aqui para dar uma varrida.

Estava quase chegando ao seu destino quando encontra Juca, filho mais velho de sua vizinha Sônia. "Ele também deveria votar" pensou.

- Bom dia Juquinha querido.

- Ah, bom dia dona Maria...

O jovem - devido a massa cerebral tão grande quanto um caroço de azeitona roído - pensou aleatoriamente:

- "Cara, que véia chata mano".
- "Aposto que está procurando uma calçada pra varrer!".
- "Qual o número do Tiririca mesmo?"
- "Vish, que peitão!".
- "pra fazer o lepoo lepoo".

Na altura do campeonato, Dona Maria se distraía com a recordação do marido; falecido recentemente por ser atropelado por um carrinho de churros - afinal, alegria de pobre dura tanto quanto a carreira da Perla.

A velha andava tão distraída que nem percebeu que havia escorregado num montinho de papéis eleitorais.. Acabou escorregando e rachando a cabeça no "croncreto" - como ela dizia.

O sambalêlê foi tão forte que a tiozóca cagô nas carsóla.

Foi justamente neste momento que o gari que trabalhava por perto reconsiderou pedir a conta; afinal, panfleto de político é um tipo de merda mais fácil de limpar.

O gari deve ter dito:

- I'm damn bitch !

Gari padrão FIFA mermão... Manja até dus ingleis...

(...)

E a próxima eleição de Dona Maria será no céu haha

- Ôh coisa boa, hein Dona Maria?

- Pelo mesmo neste céu não se espera pelos mesmos santinhos, certo? haha

-Na verdade, dizem que morrer escorregando em anúncio de político corrupto dá sorte; pelo menos você não estará viva para vê-lo eleito.

(...)


Muitas ironias à parte, dedico este post a todos os políticos que sujam a calçada de minha popriedade.

- Pra quê essa sujêra?
- Tá faltando louça pra lavá, cara?
- Vem aqui em casa que sempre tem!

Porque no fundo a vida é igual àquela da propaganda política: todo mundo feliz, jantado e honesto.

E termina com aquela musiquinha:

- "Canta, canta minha gente deixa a tristeza prá lá".

- "Canta forte, canta alto.. não me lembro mais... sei quê lá"
















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